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Uma reforma que assalta direitos e fere de morte a nação (Adilson Araújo, presidente da CTB)

14 de julho de 20170 visualizações
Uma reforma que assalta direitos e fere de morte a nação (Adilson Araújo, presidente da CTB)
O presidente da CTB, Adilson Araújo, divulgou nota pública em que repudia a aprovação da Reforma Trabalhista, a PLC 38, na terça-feira, dia 11/07. As centrais sindicais se reuniram nesta quinta-feira (13) e divulgaram nota conjunta em que reafirmam a unidade em torno da defesa dos direitos da classe trabalhadora. Adilson Araújo recebeu e recusou convite do presidente ilegítimo, Michel Temer, para participar da cerimônia de sanção da lei, que altera mais de cem artigos da CLT e impõe um retrocesso sem precedentes aos direitos da classe trabalhadora no Brasil. Em outra nota pública, Adilson Araújo se posicionou sobre a condenação do ex-presidente Lula, pelo juiz Sérgio Moro. Confira abaixo as notas:   Alguns pontos da resposta de Adilson Araújo a Temer:
  • A aprovação da PLC38 é o maior golpe do capital contra os trabalhadores (as);
  • Acaba com conquistas históricas e condena a classe trabalhadora à precarização e relações do trabalho análogo à escravidão;
  • Permite insalubridade, com jornada de trabalho de 12 por 36 horas;
  • Exposição das trabalhadoras gestantes e de lactantes a ambientes de risco;
  • Trabalho intermitente de forma indiscriminada;
  • Fracionamento do direito de férias, antes integral e de 30 dias, dentre outras perdas;
  • Além disso, promove o desmonte da Justiça do Trabalho;
  • E tenta destruir o movimento sindical.
  Leia a Nota Pública da CTB sobre a votação no Senado, que aprovou a Reforma Trabalhista: "A aprovação do PLC 38, nesta terça-feira (11), que rasga a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e acaba com conquistas históricas da classe trabalhadora, não ataca somente direitos, ela assalta e fere de morte a nação. A Reforma Trabalhista aprovada ataca frontalmente nosso povo e mina qualquer projeto de retomada do crescimento que tenha por centro a geração de emprego, o respeito à saúde da classe trabalhadora, a distribuição de renda e o combate à pobreza no Brasil. O golpe do capital contra o trabalho condena nosso povo a um tempo de escravidão e pobreza extrema. E tenta eliminar a luta secular dos explorados contra os exploradores. Condenamos cada voto de senador e senadora que preferiu ficar contra o povo e contra a nação. Condenamos cada retrocesso existente nesta proposta. O que ocorreu hoje no Senado com a truculência policial, a violência contra as mulheres, reflete o conteúdo retrógrado do projeto que os autores do golpe querem implantar. Mas, a luta não acabou. A guerra contra a retirada dos direitos seguirá. E a CTB, mobilizada e resistente, ficará firme não só para defender cada direito, mas, sobretudo, para lembrar que a coragem e luta da classe trabalhadora não é de hoje. Ela foi construída com suor e sangue e sempre esteve na linha de frente em defesa da soberania, da nação e dos direitos do nosso povo. Adilson Araújo Presidente da CTB"   Leia a Nota Conjunta das Centrais Sindicais: "Centrais reafirmam unidade na luta em defesa dos direitos Reunidas nesta quinta-feira (13), as centrais sindicais (CTB, UGT, CUT, Nova Central, CSB e Força Sindical) avaliaram o cenário e os desafios postos com a sanção da chamada Reforma Trabalhista. As centrais sindicais reiteram sua oposição à proposta sancionada pelo presidente Michel Temer. Seu caráter injusto e cruel não só acaba com direitos consagrados, como também impõe à classe trabalhadora uma realidade de precarização, com jornadas de trabalho de 12 por 36 horas; a exposição das mulheres gestantes e lactantes a ambiente de risco; o trabalho intermitente de forma indiscriminada; o fracionamento do direito de férias, antes integral e de 30 dias; entre muitas outras perdas. Essa reforma também ataca frontalmente o movimento sindical, quebrando a espinha dorsal dos sindicatos, trincheira de resistência e que ao longo de décadas contribui para a construção de nossa democracia. As centrais sindicais reafirmam sua unidade, resistência e luta em defesa da classe trabalhadora. Seguiremos mobilizadas e resistentes em defesa da democracia, da soberania, da nação e dos direitos do nosso povo. CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil CUT – Central Única dos Trabalhadores Força Sindical Nova Central Sindical UGT – União Geral dos Trabalhadores   Alguns pontos da Nota sobre a condenação do ex-presidente Lula, pelo juiz Sérgio Moro: Em um dia o Senado rasga a CLT, no outro, o primeiro presidente operário é condenado: "A sentença deferida pelo Juiz Sergio Moro que condena o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos é um escândalo, seja pela ausência de provas, seja pelo circo que Moro armou para descredibilizar a maior liderança política desse país. São perigosos os precedentes abertos por Moro. O golpe do capital contra o trabalho segue seu curso, já que em um dia o Senado rasga a CLT e no outro vemos o primeiro presidente operário ser condenado. ... Externamos nossa solidariedade ao companheiro Lula e seguiremos na luta em defesa da democracia, da soberania e da liberdade. E consciente do nosso papel na história estamos firmes na resistência frente aos desafios postos nesta etapa da vida brasileira." Fonte: Portal CTB
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Uma reforma que assalta direitos e fere de morte a nação (Adilson Araújo, presidente da CTB) — SINTRACOM-BA