3º dia de paralisação na Emissão (Embasa), por atraso de salários
5 de agosto de 20190 visualizações

A diretoria do SINTRACOM-BA faz um alerta ao Governo do Estado, que é responsável pela Embasa. Está acontecendo uma situação totalmente irregular com os trabalhadores da empresa terceirizada Emissão, que estão com as atividades paralisadas por atraso de salários, desde a última segunda-feira (dia 5).
No terceiro dia da paralisação, nesta quarta-feira (dia 7), no canteiro da Bolandeira, os trabalhadores estão sendo vítimas também de assédio e forçados (por um gerente da Embasa de prenome Rafael) a saírem para o serviço, no carro de outra terceirizada, a empresa Leão, usando o uniforme da empresa Emissão.
Como fica a situação do trabalhador, em caso de ocorrência de acidente de trabalho? Exigimos responsabilidade, já que a Embasa é uma empresa do Estado e signatária da Agenda Bahia do Trabalho Decente.
Isso está acontecendo às vésperas do Dia Municipal em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho (Lei nº 9.064/2016), celebrado em Salvador em 09/08, data que marca o maior acidente de trabalho que aconteceu na Bahia, um dos maiores do Brasil, em 2011, que provocou a morte de nove trabalhadores, quando um elevador a cabo despencou do 25º andar de um prédio em construção, nas proximidades do Iguatemi.
Inclusive, para marcar a data, a Agenda Bahia do Trabalho Decente promove, em parceria com o SINTRACOM-BA e o Forumat, na próxima sexta-feira, dia 09, das 7 às 8 horas, o Diálogo Diário de Segurança, sobre segurança e saúde no setor da construção, no canteiro da Metro Engenharia, na Avenida Sete, Campo Grande.
No terceiro dia, a paralisação dos trabalhadores da Emissão tem a adesão de mais de 500 trabalhadores (as) nos canteiros da Bolandeira, Pirajá, Águas Claras, Vila Laura (rótula do Abacaxi) e Alto da Bola (Federação). O protesto é contra os atrasos no pagamento dos salários e descumprimento da Convenção Coletiva do Trabalho (CCT).
Carlos Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira (Sintracom-BA) informou que, em decorrência dos atrasos no pagamento dos 40% da quinzena, determinado pela CCT, a empresa fez um acordo verbal com os trabalhadores, inicialmente seria para pagar os salários até o dia 27 de cada mês, depois passou para o dia 30 (pagou só por dois meses) e até o momento não pagou o mês de julho.
Além disso, os trabalhadores reclamam dos atrasos constantes no fornecimento do café da manhã e da alimentação, e a empresa não paga os tíquetes refeição dos plantonistas, que trabalham aos sábados e domingos.
O contrato da Embasa com a Emissão de Pirajá encerra no final de agosto e quem vai assumir é o consórcio composto pelas empresas Leão, Enops e Basino. A Emissão em Barreiras encerrou o contrato e não pagou a rescisão dos trabalhadores.











