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No início do mês de maio os trabalhadores da construção civil saíram às ruas pleiteando o fechamento do Acordo Coletivo. Foram paralisadas obras na Grande Vitória, Guarapari, Aracruz e Anchieta. Os trabalhadores pleiteavam plano de saúde, cartão alimentação no valor de R$ 150, Participação nos Resultados (PR) e aviso prévio remunerado.

 

Os trabalhadores da construção civil, que tiveram uma campanha salarial considerada vitoriosa, ainda não viram a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada. Na última quarta-feira (14), funcionários da construtora Galwan chegaram a se manifestar pela assinatura da Convenção, mas ela só deve ser feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon) no final desta semana.

 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintraconst), Paulo César Borba, o Sinduscon deve assinar a CCT nesta quinta-feira (22) na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), depois de muito protesto. Ele conta que o Acordo Salarial está valendo desde 1 de maio e algumas empresas já o adotaram. Outras, porém, valendo-se da falta de assinatura, ainda não repassaram o acordo aos funcionários.

 

Nos protestos da manhã da quarta-feira (14), eles fizeram uma caminhada do canteiro de obras à sede do Sinduscon e retornaram ao canteiro de Barro Vermelho. Durante o protesto seguranças armados contratados pela empresa ficaram na obra, assim como a Polícia Militar, a exemplo do que feito durante a campanha salarial da categoria.

 

Os trabalhadores conseguiram um reajuste de 9,25% para aqueles que ganham até R$ 3.870 e de 7,40% para os de renda superior. Os empregados do setor administrativo também têm direito a esse reajuste, de acordo com os dois pisos estabelecidos.

 

No protesto em frente à obra da construtora Incortel, na Enseada do Suá, um trabalhador foi ferido.

 

Na época, o diretor do Sindicato Sintraconst, Flávio Amaral, contou que ao chegarem à obra em protesto os trabalhadores foram surpreendidos por pedras e pedaços de pau que estariam sendo arremessados por um engenheiro da obra. Um portão de acesso à obra chegou a ser derrubado durante a manifestação e a Polícia Militar e o BME foram chamados ao local.

 

Um trabalhador que participava do piquete do lado de fora foi atingido por um pedaço de madeira e teve de levar 15 pontos na cabeça. Flávio disse que um boletim de ocorrência vai ser registrado sobre o ocorrido. Após o protesto na obra da Enseada do Suá, os trabalhadores seguiram em passeata até a prefeitura de Vitória, em Bento Ferreira.

 

Adptamos texto de Lívia Francez, do Século Diário

21-07-2010 06:34:36

 
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