HISTÓRIA DE LUTAS
Em 8 de março de 1857, as operárias da fábrica têxtil Cotton, de Nova York (EUA), entraram em greve contra a jornada de 14 a 16 horas e os salários de fome. Elas eram tão exploradas que muitas vezes pariam seus filhos dentro da própria fábrica.
Muitas morriam com menos de 30 anos, vitimadas pela tuberculose e a exaustão. As grevistas ocuparam a fábrica exigindo 10 horas de trabalho diário, melhores salários e condições de trabalho mais humanas. Em represália, o dono da empresa chamou a polícia, que fechou as portas da fábrica e ateou fogo ao edifício. As 129 mulheres morreram queimadas.
Anos depois, em 1910, realizou-se em Copenhague (Dinamarca) a 2a Conferência de Mulheres Socialistas. Acatando proposta da feminista Clara Zetkin, o 8 de março passou a ser comemorado no mundo inteiro como Dia Internacional da Mulher, em homenagem às 129 operárias norte-americanas assassinadas.
Desde então, as mulheres em todo o mundo desenvolveram lutas importantes que resultaram na maior participação das mulheres em todos os setores da sociedade. Viva a incansável luta das mulheres, principalmente a mulher brasileira.
AS MULHERES E O NOVO BRASIL
O voto feminino influenciou decisivamente o resultado da eleição do primeiro presidente da República do novo milênio. A vontade das mulheres, que são a maioria da população e do eleitorado (58,7 milhões), foi determinante para essa vitória das forças populares.
O novo Brasil proposto por Lula e pelos partidos aliados terá desenvolvimento econômico com distribuição de renda e geração de emprego, respeito aos direitos sociais, trabalhistas e das mulheres.
PARTICIPANDO DA POLÍTICA
Esse novo país também acompanha o crescimento da participação da mulher na sociedade, que passou a ser vista com mais atenção pelos partidos na conquista do voto feminino. Mais significativo foi o aumento do número de candidatas, confirmando que as mulheres decidiram mostrar seu valor na política. Segundo o TSE, 22 mulheres disputaram governos de Estado, 44 tentaram vaga no Senado, 579 disputaram uma cadeira na Câmara Federal e 2002 pleitearam vaga nas Assembléias Legislativas dos estados.
Após os resultados, 2 mulheres - da esquerda - são governadoras e 6 são vice. Passamos de 8 para 10 senadoras. Na Câmara Federal, saímos de 29 para 42 deputadas, eleitas em vinte e dois estados, algumas com votações expressivas (*).
Comissão
Lúcia Maia
Maria Cecília
Maria Nery
Sônia Maria
Vera Lúcia
Arilson Ferreira
Edmilson
José Nivalto
Júlio Ribeiro |